28 de abr. de 2011

Lembranças de uma criança aprisionada

Hoje quando olhei a chuva, me lembrei que quando criança , em dias chuvosos eu brincava o dia  todo no terreiro, não era quintal, não tinham cercas!!  Eu imaginava que os alicerces do Mata burro (espécie de ponte com vigas separadas para impedir a travessia do gado) eram Waffer, e que a água das enxurradas eram rios de chocolates, eu rolava na grama ensopada, jogava futebol na lama...

Então senti uma vontade de correr e sem nenhuma frescura arrancar o  sapato e pular na lama, vontade de sentir a chuva molhando minha alma, quem sabe escorregar na poça d'agua sobre a grama, que pena que eu não pude!! Esta é uma das desvantagens de se tornar adulto trabalhador que vende sua força de trabalho.

                                              PRM 27/04/2010 editado em 05/02/2021

27 de abr. de 2011

Compartilhando espaços de conhecimento e memórias Brasileiras

Pensando na tradicional desvalorização da memória e da elitização do
conhecimento,  numa tentativa de preservar e de  compartilhar
 memórias, trago abaixo o link de um espaço muito interessante,
comecemos com Drummond, e de lá alcemos outros voos...
escolhi  este autor de quem sou admiradora incondicional,
sem adjetivos para descrever tamanha admiração.
A cada click uma novidade, ou melhor um pedaço
de história/memória, Vamos lá, vale a pena conhecer o site.

25 de abr. de 2011

OS SORRISOS ESCANCARADOS
ALIMENTAM ALMAS
QUE ANDAM PERDIDAS
EM UM MUNDO
ESTRANHO E SUPERFICIAL
QUE ESTÁ SE TORNANDO
ESTE EM QUE VIVEMOS!!

RISOS...
SORRISOS...
GARGALHADAS...

BRINCADEIRAS GERAM
RISOS, SORRISOS,
GARGALHADAS...

BRINCADEIRAS PRODUZEM
ALIMENTO DE ALMAS!!

ABELHAS PRODUZEM MEL!!
MEL ME DEIXA FELIZ!!

Não Vou Me Adaptar



                             Nando Reis

                             Composição : Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia

Eu não encho mais a casa de alegria

Os anos se passaram enquanto eu dormia

E quem eu queria bem me esquecia



Será que eu falei o que ninguém ouvia?

Será que eu escutei o que ninguém dizia?

Eu não vou me adaptar, me adaptar (3x)



Eu não tenho mais a cara que eu tinha

No espelho essa cara já não é minha

É que quando eu me toquei achei tão estranho

A minha barba estava deste tamanho



Será que eu falei o que ninguém ouvia?

Será que eu escutei o que ninguém dizia?

Eu não vou me adaptar, me adaptar

Não vou me adaptar!

Me adaptar!



Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia

Eu não encho mais a casa de alegria

Os anos se passaram enquanto eu dormia

E quem eu queria bem me esquecia



Será que eu falei o que ninguém ouvia?

Será que eu escutei o que ninguém dizia?

Eu não vou me adaptar, me adaptar

Não vou me adaptar!

Não vou!



Eu não tenho mais a cara que eu tinha

No espelho essa cara já não é minha

Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho

A minha barba estava deste tamanho



Será que eu falei o que ninguém ouvia?

Será que eu escutei o que ninguém dizia?

Eu não vou me adaptar, me adaptar

Não vou!

Não vou me adaptar! Eu não vou me adaptar!

Não vou! Me adaptar!...



24 de abr. de 2011

FINAL DE TARDE NO 540

OS CORPOS CANSADOS
DISPUTAM ESPAÇO NO MICRO
ESPAÇO.

FINAL DE TARDE NO 540
MUITOS CORPOS ESTATIFICADOS,
SÃO TRANSPORTADOS
UNS DE VOLTA PARA CASA
OUTROS
PARA AS "SENZALAS"

FINAL DE TARDE NO 540
ALGUNS CORPOS
QUE AINDA SE MEXEM
CONTAM PIADAS
E RIEM DE SI MESMOS
OU DOS COMPANHEIROS
DA SENZALA.

FINAL DE TARDE NO 540
MINHA ALMA VIAJA NA PAISAGEM
QUASE MIRAGEM, NOS SONHOS,
NOS OLHARES DISTANTES,
NOS CORPOS CANSADOS...
PODERIA DIZER, CORPOS
ADESTRADOS?

PATRICIA ROMANHA MORELLO
04/04/2011




DIVAGAÇÕES DE UMA MENTE ELETRIZADA

É bom viver e pensar.  Para dizer a verdade acredito que são algumas das coisas que mais gosto de fazer, ah não me tirem o prazer de ouvir música, pelo amor da divina providência e de todas as santidades. Por pensar demais eu reconheço, não tenho sido boa ouvinte (Eu sei que falo muito) a mente viaja descontroladamente feito um furacão. Socorro!


Constantemente me pego divagando sobre a vida, é angustiante perceber, que a vida palpável se constitui em uma rotina que devemos aproveitar e muitas pessoas estão constantemente mirando o futuro sem apreciar as belezas incríveis com as quais somos presenteados todos os dias. Os sorrisos largos, os abraços quentinhos, o respeito das pessoas que nos cumprimentam por aí.

A vida é bela com ou sem flores na janela, ainda existem pássaros fofinhos, ondas do mar, suco, café, chocolate, chá, amigos para conversar, um bom vinho para apreciar. O bom da vida é ter pessoas para conviver sem nada em troca esperar. Apenas viver, sonhar, amar. Quando a pateca cair, certamente que juntos poderemos segurar.


Não se feche feito ouriço, abra-se como um girassol, você não está só e está vivo, o resto se ajeita com certeza!




CHUVA Chuva que tanto esperávamos veio chegando, mansa, bem devagar, fazendo a grama e a semente brotar. É primavera,  João-de-barro  da lam...