Em um
dia qualquer Alice no país das maravilhas anda saltitante na sua estrada com
pedrinhas de brilhante, no dia 18 de Abril de 2006 Alice, mãe de três filhos,
drogada e bêbada desce rolando as escadarias de um bairro da periferia levando
pauladas e tiros. Eram pouco mais de cinco horas da tarde e as crianças saíam
da escola, algumas brincavam na rua, em poucos minutos a rua estava cheia de
pessoas olhando, umas riam outras choravam, e a grande maioria dizia:
“É só mais uma!”
É só mais uma filha da miséria, do país da corrupção, com o coração cheio de anseios e sonhos cheio de amor e vontade de dar algo melhor para os filhos, e no meio do caminho decidiu pegar um atalho e o lobo mal a conduziu a um precipício sem fim, ou melhor, dizendo com o pior fim possível!
Tirara-lhe o bem mais precioso ela percebeu que não havia mais alternativa senão seguir em frente, pois o caminho pelo qual havia passado era extremamente ardiloso, sufocante todas as pontes que a levariam de volta haviam sido arrancadas.
Aqui está ela agora despedaçada no meio da lama e da chuva fria e todos ainda dizem, "é só mais uma”!
Muitos outros serão só mais um! Quem sabe até nossos filhos ou irmãos e então o que poderíamos dizer?
Apenas chorar e manter as palavras presas na garganta, a verdade!
E então quem poderá nos ouvir?
Tudo fugiu de controle, pois nos tornamos egocêntricos, egoístas mesquinhos perversos. Quem me dera eu pudesse gritar e dizer quem está errado, mas está difícil dizer por que fechamos os olhos.
Temos medo!
Estamos sozinhos?
“É só mais uma!”
É só mais uma filha da miséria, do país da corrupção, com o coração cheio de anseios e sonhos cheio de amor e vontade de dar algo melhor para os filhos, e no meio do caminho decidiu pegar um atalho e o lobo mal a conduziu a um precipício sem fim, ou melhor, dizendo com o pior fim possível!
Tirara-lhe o bem mais precioso ela percebeu que não havia mais alternativa senão seguir em frente, pois o caminho pelo qual havia passado era extremamente ardiloso, sufocante todas as pontes que a levariam de volta haviam sido arrancadas.
Aqui está ela agora despedaçada no meio da lama e da chuva fria e todos ainda dizem, "é só mais uma”!
Muitos outros serão só mais um! Quem sabe até nossos filhos ou irmãos e então o que poderíamos dizer?
Apenas chorar e manter as palavras presas na garganta, a verdade!
E então quem poderá nos ouvir?
Tudo fugiu de controle, pois nos tornamos egocêntricos, egoístas mesquinhos perversos. Quem me dera eu pudesse gritar e dizer quem está errado, mas está difícil dizer por que fechamos os olhos.
Temos medo!
Estamos sozinhos?
Patricia,
ResponderExcluirGostaria de parabeniza-la pelo post muito bem escrito, e bem contextualizado.
Queria dizer que fazia tempo que não sentia tanta emoção ao ler algo. Me remeteu a situações do passado e do presente, o que me fez refletir acerca do nosso cotidiano.
Meus parabéns, continue assim...
Faço parte do seu fã clube agora.
Marcus Vinícius, monitor de ciências do PIBID